Mãe de Navalny pede "justiça" para o filho "envenenado"

Mãe de Navalny pede "justiça" para o filho "envenenado"

A mãe do líder da oposição russa, Alexei Navalny, exigiu "justiça" para o filho nesta segunda-feira, dia em que se assinala o segundo aniversário da sua morte e depois de uma investigação conduzida por cinco países europeus que concluiu que Navalny foi envenenado com uma toxina rara.

Joana Bénard da Costa - RTP /
Hector Retamal - AFP

"Isto confirma o que sabíamos desde o início. Sabíamos que o nosso filho não morreu apenas na prisão; foi assassinado", declarou a mãe aos jornalistas, perto do seu túmulo, em Moscovo.

Dezenas de pessoas juntaram-se no local para assinalar o aniversário da morte do carismático ativista anticorrupção e opositor do presidente russo, Vladimir Putin.

Alexei Navalny morreu na prisão a 16 de fevereiro de 2024, aos 47 anos, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Agora, Reino Unido, Suécia, a França, Alemanha e os Países Baixos acusaram Moscovo de o ter envenenado com uma toxina rara, de acordo com as conclusões de uma investigação publicada no sábado. Trata-se de uma toxina letal presente em rãs-dardo venenosas da América do Sul.

Estes cinco países afirmam ter chegado a esta conclusão com base em amostras recolhidas a Navalny, que confirmaram de forma conclusiva a presença desta substância denominada epibatidina. De acordo com os meios de comunicação britânicos, o veneno será 200 vezes mais potente do que a morfina.

Uma conclusão que a Rússia não aceita. Nesta segunda-feira, o Kremlin considerou as acusações "infundadas". Já ontem,  a diplomacia de Moscovo tinha classificado de "necropropaganda" e "ultraje aos mortos" as acusações dos governos dos cinco países ocidentais.

"Passaram dois anos e já sabemos com o que foi envenenado. Penso que levará algum tempo, mas eventualmente descobriremos quem o fez", acrescentou a mãe de Navalny em declarações aos jornalistas.

"Esperamos que a justiça prevaleça" e que "todos os envolvidos sejam identificados", disse ainda a mãe do opositor de Putin no dia em que se assinalam dois anos da sua morte.

c/ agências
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